Jean profeta Eustache

La vie d'Alexandre, émaillée de bavardages, entre sa femme et sa maîtresse. A sinopse apresenta os três vértices do triângulo: Alexandre, Marie e Veronika.

A escrita propaga por campos e aldeias, sobrevoando - em avioneta - os nenúfares que cobrem lagos enlameados. Há terra e musgo. Lá, onde o amor circundou uma fogueira e esta selou o divórcio. Karen Blixen explica o porquê. Entretanto, segue a união entre o animal e o Homem, qual tratado zoófilo. Do leão ao elefante, passando pela ave rara. O personagem é o "amor". Entre aspas porque não seria amor sem o fim, tal como o fim nada seria sem o amor. Sidney Pollack aceita o fim e Karen Blixen? (deduzimos que sim, através da plenitude das suas palavras): «Tive uma fazenda em África, no sopé das montanhas Ngongo.O equador passa a sessenta quilómetros a norte desta região e a fazenda ficava a uma altitude de mais de dois mil metros. Durante o dia sentíamo-nos mais perto do sol, mas as madrugadas e os fins de tarde eram límpidos e tranquilos e as noites frias.A situação geográfica e a altitude combinavam-se para criar uma paisagem inigualável. A terra não era farta nem luxuriante; era África destilada por dois mil metros de altitude, a essência forte e depurada de um continente». Será manifestação de espírito democrático? o ora escriba entende que sim. Em tempo de lembrar a revolução de Abril, convem salutar os que aceitam o resultado final. Não se trata de haver vencedores ou vencidos, mas do FIM. Adorámos Out of Africa mas aceitemos o seu final.
P.s. Afinal de contas, o continente é tórrido e longínquo, deixemo-lo ali, belo, diferente, distante.. África no seu caminho!


Kate Winslet reconheceu recentemente o constrangimento de aparecer nua em cinema. Fê-lo algumas vezes, depois de pousar nua para ser desenhada pelo jovem «Jack», em Titanic. No entanto, admite agora que depois de The Reader não volta a despir a roupa.
De facto, o timing para este anúncio não foi feliz, senão vejamos: Winslet ganha o oscar para melhor actriz (2008) e depois desiste de mostrar ao mundo as suas linhas rectas.
Não fora o brilhante «Eternal sunshine of the spootless mind» e pensariamos todos que salvaguardado o seu esbelto fisico, não sobrariam qualidades de representação dignas de oscar. Não é verdade.
O grito de Winslet «Meet me in Montauk» apresenta uma das representações mais brilhantes da historia do cinema, uma interpretação com magnitude num papel difícil que lhe estava destinado.
Nunca será demais lembrar aquela estação de «Montauk» onde se encontram Joel e Clementine no brilhante climax final, qual pulsar do coração! Conforme escrevi, esta frame demarca a fronteira entre o consciente e o inconsciente. Curiosamente, trata-se do filme em que o nu não aparece. A beleza espiritual dispensa o corpo de Kate Winslet.

